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terça-feira, 11 de fevereiro de 2014
Últimas palavras de Bento XVI como Papa, em 28 de fevereiro de 2013


Obrigado! Obrigado a todos vós!

Queridos amigos, sinto-me feliz por estar convosco, rodeado pela beleza da criação e pela vossa simpatia, que me faz muito bem. Obrigado pela vossa amizade, o vosso afecto! Sabeis que este meu dia é diferente dos anteriores. Já não sou Sumo Pontífice da Igreja Católica: até às oito horas da tarde, ainda o sou; depois já não. Sou simplesmente um peregrino que inicia a última etapa da sua peregrinação nesta terra. Mas quero ainda, com o meu coração, o meu amor, com a minha oração, a minha reflexão, com todas as minhas forças interiores, trabalhar para o bem comum, o bem da Igreja e da humanidade. E sinto-me muito apoiado pela vossa simpatia. Unidos ao Senhor, vamos para diante a bem da Igreja e do mundo. Obrigado!







Agora, de todo o coração, dou-vos a minha Bênção: «Abençoe-vos Deus todo-poderoso, Pai, Filho e Espírito Santo».

Obrigado! Boa noite! Obrigado a todos vós!
Faço das palavras do Pe.Paulo Ricardo Azevedo Júnior as minhas que nos diz: "Nosso coração, cheio de gratidão pelo ministério de Bento XVI, gostaria que esta notícia não fosse verdade. Mas, se confiamos no Papa até aqui, porque agora negar-lhe a nossa confiança? Como filhos, nos vem a vontade de dizer: 'não se vá, não nos deixe, não nos abandone!'Mas não estamos sendo abandonados. A Igreja de Cristo permanecerá eternamente. O que o gesto do Papa então pede de nós, é mais do que confiança. É fé!"



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Obrigado Bento XVI


HOJE, LEMBRAMOS COM GRATIDÃO O GESTO HUMILDE E PROFÉTICO DA RENÚNCIA DE BENTO XVI. QUE DEUS O CONSERVE SAUDÁVEL E PERSEVERANTE NA ORAÇÃO PELA IGREJA!!!

VATICANO, 11/02/13. "Por essa razão, e bem consciente da seriedade desse ato, com plena liberdade, declaro que renuncio ao ministério como Bispo de Roma, sucessor de São Pedro, confiado a mim pelos cardeais em 19 de abril de 2005, pelo qual a partir de 28 de fevereiro de 2013, às 20h, a Sé de Roma, a Sé de São Pedro, vai estar vaga e um conclave para eleger o novo Sumo Pontífice terá de ser convocado por quem tem competência para isso."
HOJE, LEMBRAMOS COM GRATIDÃO O GESTO HUMILDE E PROFÉTICO DA RENÚNCIA DE BENTO XVI. QUE DEUS O CONSERVE SAUDÁVEL E PERSEVERANTE NA ORAÇÃO PELA IGREJA!!!

VATICANO, 11/02/13. "Por essa razão, e bem consciente da seriedade desse ato, com plena liberdade, declaro que renuncio ao ministério como Bispo de Roma, sucessor de São Pedro, confiado a mim pelos cardeais em 19 de abril de 2005, pelo qual a partir de 28 de fevereiro de 2013, às 20h, a Sé de Roma, a Sé de São Pedro, vai estar vaga e um conclave para eleger o novo Sumo Pontífice terá de ser convocado por quem tem competência para isso."
 



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segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014
Reflexões sobre a mensagem do Papa para o XXIII Dia mundial do doente


Este ano celebramos o XXIII Dia mundial do doente sobre o tema: «Fé e caridade – “também nós devemos dar a vida pelos irmãos”» (1 Jo 3, 16). Este dia, instituído pelo Papa João Paulo II na memória litúrgica da Bem-Aventurada Virgem de Lourdes, leva-nos a imitar Maria, nossa Mãe, mulher de fé, ao acolher a luz de Deus, que nos permite olhar para cada um dos nossos irmãos doentes como ela, com os olhos de Cristo. 
Nesta ocasião o Papa Francisco dirigiu à Igreja, e de modo particular às pessoas doentes e a quantos lhes prestam assistência e cuidado, uma mensagem na qual entre outras coisas, escreveu: «A Igreja reconhece em vós, queridos doentes, uma presença especial de Cristo sofredor. É assim: ao lado, aliás, dentro do nosso sofrimento está o de Jesus, que juntamente connosco carrega o peso e revela o seu sentido. Quando o Filho de Deus subiu à cruz destruiu a solidão do sofrimento e iluminou a sua escuridão. Assim estamos diante do mistério do amor de Deus por nós, que nos infunde esperança e coragem: esperança, para que no desígnio de amor de Deus também a noite da dor se abra à luz pascal; e coragem, para enfrentar todas as adversidades na sua companhia, unidos a Ele».
Portanto, todos somos chamados a esta tarefa, mas é evidente que quantos desempenham uma profissão no âmbito da saúde não podem deixar de se sentir comprometidos a ser particularmente fiéis a esta dimensão fundamental da vocação cristã. A Igreja, na fidelidade à própria missão de apoio aos crentes, e também através de associações católicas próprias do mundo da saúde, prodigaliza-se na cura dos sofredores, oferecendo também a necessária ajuda espiritual a quantos se dedicam ao seu serviço. A assistência e a proximidade aos doentes é um caminho privilegiado de diálogo com todos os homens de boa vontade, além de uma ocasião única de testemunho da coerência da própria fé. 
Zygmunt Zimowski
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Francisco: "Missa não é evento social, mas sim a presença real de Deus"


A primeira leitura do dia, que fala do aparecimento de Deus nos tempos do Rei Salomão serviu como inspiração para a homilia do Papa Francisco na manhã desta segunda-feira, 10, na Casa Santa Marta. “Jesus, com suas teofanias, fala de uma maneira nova, diferente da Palavra: é uma presença mais próxima, real, sem mediações, é a Sua presença. E isto – continuou o Papa – acontece na celebração litúrgica”. 

“Quando celebramos a missa, não fazemos uma representação da Última Ceia: não é uma encenação, é a própria Última Ceia! É como viver de novo a Paixão e a Morte redentora do Senhor. É uma teofania: o Senhor se manifesta no altar para ser oferecido ao Pai para a salvação do mundo”, disse Francisco. 

O Papa explicou que na missa, participamos do mistério da presença do Senhor entre nós. A missa é uma comemoração real: Deus se aproxima e nós participamos do mistério da Redenção. “Infelizmente – lembrou o Pontífice – muitas vezes contamos os minutos olhando o relógio na igreja: este não é o comportamento adequado à liturgia. A liturgia é tempo e espaço de Deus, onde nós devemos nos inserir”. 

“A liturgia é justamente entrar no mistério de Deus, deixar-se levar ao mistério e estar nele. Estamos aqui reunidos para entrar no mistério: esta é a liturgia; é o tempo de Deus, o espaço de Deus, é a nuvem de Deus que nos envolve”. “Todos vêem aqui para entrar no mistério, mas – ressalvou – alguém pode estar pensando que veio aqui porque no ‘pacote turístico’, visitar o Papa e participar da missa na Casa Santa Marta estavam incluídos, mas não é bem assim: esta é a liturgia!”. 

O Papa lembrou que quando era criança, na preparação para a Primeira Comunhão, havia um canto que indicava que o altar era custodiado pelos anjos porque eles davam “o sentido da glória de Deus, de seu tempo e espaço; nos ensaios, diziam às crianças que as hóstias que estavam ali não valiam nada, pois deviam ser ainda consagradas”. 

“Seria bom pedirmos ao Senhor que nos dê o “sentido do sagrado”, este sentido que nos faz entender a diferença entre rezar em casa, na igreja, rezar o terço, fazer belas orações, a Via Sacra e outras coisas lindas, como ler a Bíbia... e a celebração eucarística. Na celebração, nós entramos no mistério de Deus, num caminho que não podemos controlar: só Ele é Única, Ele é a glória, Ele é o poder, Ele é tudo”. 



Fonte: Rádio Vaticano 
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domingo, 9 de fevereiro de 2014
Papa recorda no Angelus o Dia Mundial do Enfermo, louva o trabalho dos profissonais de saúde e exorta as famílias a "não ter medo da fragilidade!"


 Após recitar a Oração Mariana do Angelus na Praça São Pedro, neste domingo (9), o Papa Francisco recordou que no próximo dia 11 de fevereiro, será celebrado o Dia Mundial do Enfermo.
O Santo Padre observou ser esta “uma ocasião propícia para se colocar no centro da comunidade as pessoas doentes. Rezar com, e por elas, estar próximo a elas” e explicou que “a Mensagem para este dia foi inspirada numa expressão de São João: ‘Fé e Caridade: também nós devemos dar a vida pelos irmãos’ (1 Jo3,16).
A seguir, Francisco exortou a todos a imitar o comportamento de Jesus para com os doentes de todo o tipo. “O Senhor cuida de todos – disse – partilha o seu sofrimento e abre o coração à esperança”. Então, dirigiu suas palavras aos profissionais da saúde:
“Penso também a todos os profissionais da saúde. Que trabalho precioso que fazem! Muito obrigado pelo vosso precioso trabalho. Eles encontram todos os dias nos doentes não somente corpos marcados pela fragilidade, mas pessoas, às quais oferecem atenção e respostas adequadas. A dignidade da pessoa humana não se reduz nunca às suas faculdades ou capacidades e não diminui quando a pessoa está debilitada, inválida e necessitada de ajuda”.
A seguir, o Santo Padre dirigiu-se às tantas famílias, onde é normal cuidar de quem está doente, mas às vezes “as situações podem ser muito difíceis”:
“Tantos me escrevem e hoje gostaria de assegurar a minha oração para todas estas famílias e digo a elas: não tenham medo da fragilidade! Não tenham medo da fragilidade! Ajudai-vos uns aos outros com amor e sentireis a presença consoladora de Deus”.
Por fim, lembrou que a atitude generosa dos cristãos para com os doentes é ser “sal da terra e luz do mundo”. “Que a Virgem Maria nos ajude a praticar isto e dê a paz e conforto a todos os sofredores”, concluiu.

Fonte: News.va
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Pontifício Conselho para a Família confirma inscrição de 17 mil noivos no encontro com o Papa, no dia de São Valentin


O Pontifício Conselho para a Família confirmou neste sábado (8) que mais de 17 mil noivos se inscreveram para a audiência que o Papa Francisco concederá no próximo dia 14 de fevereiro, por ocasião do dia de São Valentin, comemorado no Brasil em 12 de junho. As inscrições de milhares de jovens casais superaram todas as expectativas, o que levou o Papa a decidir a realização da audiência na Praça São Pedro ao invés da Sala Paulo VI, como previsto inicialmente.
O Pontifício Conselho observou que o fato de ser um feriado, facilitou o grande número de inscrições. Os acessos à Praça serão abertos às 9 horas e a cerimônia terá seu início às 11 horas, com “um momento de reflexão, escuta e testemunho”, que precederá a chegada do Pontífice, prevista para o meio-dia.
A iniciativa de reunir casais de namorados na Praça São Pedro insere-se no programa “a alegria do ‘sim’ para sempre”, promovida desde 25 de janeiro pelo próprio Pontifício Conselho.
Não será a primeira vez que o Papa Francisco irá se referir diretamente aos jovens namorados e recém casados. Na Audiência Geral da última quarta-feira (5), o Santo Padre incentivou os jovens a “compreenderem a importância da pureza e da virgindade”, pedindo a intercessão de Santa Ágata, virgem e mártir.
Francisco pediu também à Santa Ágata para que ajude os recém-casados a “compreenderem o papel da mulher na vida familiar”.
A iniciativa do Pontifício Conselho para a Família, anunciada em 20 de dezembro passado, por Dom Vincenzo Paglia, Presidente do organismo, faz parte de um percurso em preparação à III Assembleia Geral extraordinária do Sínodo dos Bispos, que se realizará, no Vaticano, no próximo mês de outubro. A Assembleia Sinodal terá como tema central “Desafios pastorais da família no contexto da evangelização”.

Fonte: News.va

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Papa no Angelus: "Cristãos devem ser luminosos e dar sabor aos ambientes. Se a luz apaga, a vida perde o sentido"


Ao meio-dia deste domingo o Papa Francisco assomou à janela do apartamento pontifício - que dá para a Praça São Pedro - para a tradicional Oração Mariana do Angelus. Na sua reflexão, o Pontífice meditou sobre o Evangelho do dia, no qual Jesus pede aos discípulos para serem ‘Sal da terra e luz do mundo”.
Ao iniciar sua meditação, Francisco observou que os discípulos de Jesus eram pescadores, pessoas simples, “mas Jesus os vê com os olhos de Deus”. Ao exortá-los para serem “sal da terra e luz do mundo”, queria dizer: "se fordes pobres de espírito, humildes, puros de coração, misericordioso, vós sereis o sal da terra e a luz do mundo", o que pode ser compreendido como uma consequência das Bem-aventuranças.
Então explicou o significado destas imagens, no contexto da época:
“Para compreender melhor estas imagens, tenhamos presente que a Lei judaica prescrevia a colocação de um pouco de sal sobre cada oferta apresentada a Deus, como sinal de aliança. A luz, assim, era para Israel o símbolo da revelação messiânica que triunfa sobre as trevas do paganismo. Os cristãos, novo Israel, recebem então a missão diante de todos os homens: com a fé e com a caridade podem orientar, consagrar, tornar fecunda a humanidade”.
“Todos nós batizados somos discípulos missionários – enfatizou o Santo Padre – e somos chamados a nos tornar no mundo um Evangelho vivo”:
“Com uma vida santa, daremos sabor aos diversos ambientes e os defenderemos da corrupção, como faz o sal; e levaremos a luz de Cristo com o testemunho de uma caridade autêntica. Mas se nós cristãos perdemos o sabor, apagamos a nossa presença de sal e luz, perdemos a eficácia. Mas, que bonita é esta missão que temos. Como é bonita!”.
E falando de improviso, continuou:
“É também muito bonito conservar a luz que recebemos de Jesus. Guardá-la. Conservá-la. O cristão deveria ser uma pessoa luminosa, que traz a luz, que sempre dá luz. Uma luz que não é sua, mas é um presente de Deus, o presente de Jesus. E nós levamos em frente esta luz. Se o cristão apaga esta luz, a sua vida não tem sentido: é um cristão somente de nome, que não leva a luz, uma vida sem sentido”.
Neste ponto, o Papa Francisco dirigiu-se aos milhares de fiéis e peregrinos presentes na Praça São Pedro e perguntou reiteradamente se queriam ser uma lâmpada acesa ou apagada: “Como vocês querem viver? Como uma lâmpada acesa ou como uma lâmpada apagada? Acesa ou apagada?, insistiu. “É justamente Deus que nos dá esta luz e nós a damos aos outros. Lâmpada acesa. Esta é a vocação cristã”, afirmou.
Após, Francisco recordou que em 11 de fevereiro será celebrada a memória da Virgem de Lourdes e o Dia Mundial do Enfermo.
Ao final do encontro dominical, o Santo Padre enviou sua saudação aos participantes dos Jogos de Inverno que se realizam em Sochi, na Rússia, saudou todos os presentes na Praça São Pedro - provenientes de diversas partes do mundo e da Itália - e recordou de forma especial os atingidos pelas catástrofes naturais:
“Rezo por todos que estão sofrendo danos e desconforto devido às calamidades naturais, em diversos países - também aqui em Roma. Estou próximo a eles. A natureza nos desafia a sermos solidários e atentos à custódia da Criação, também para prevenir, o quanto possível, conseqüências mais graves”.
Antes da tradicional despedida de "bom domingo e bom almoço”, Francisco dirigiu-se à multidão reunida na Praça São Pedro e perguntou novamente: “Quereis ser lâmpada acesa ou apagada?”.


Fonte: News.va
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segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014
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2014-02-02 Rádio Vaticana
Cidade do Vaticano (RV) - Na manhã deste domingo, o Elemosineiro Pontifício, Dom Konrad Krajewski, presidiu a celebração eucarística na Igreja de Santa Maria em Trastevere, em Roma, em memória de Modesta Valenti, moradora de rua de 71 anos.
Valenti morava perto da estação ferroviária Termini, na capital italiana. Em 31 de janeiro de 1983, ela se sentiu mal e a equipe da ambulância que deveria socorrê-la se recusou, pois estava suja e tinha piolhos. A idosa morreu depois de horas de agonia.
"Esta manhã, antes de sair de casa para vir aqui estar com vocês eu saudei o Papa Francisco e lhe disse que viria celebrar essa missa. Ele me ouviu e disse: Eu não posso ir, mas mando-lhes um abraço forte, forte, forte"!
Com essas palavras Dom Krajewski iniciou a missa que contou com a participação de centenas de pobres, sobretudo moradores de rua, junto com a Comunidade Romana de Santo Egídio que os acompanha nas dificuldades cotidianas.
Todos os anos, essa missa recorda todos os sem-teto que perderam a vida por causa da pobreza extrema. A iniciativa começou em 1983 com a morte de Valenti. 
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014-02-03 L’Osservatore Romano
Há sessenta anos, a 1 de Fevereiro de 1954, o padre Henri Grouès, mais conhecido como abbé Pierre, através dos microfones da Rádio Luxemburgo lançava um apelo para o socorro dos desabrigados – «Meus amigos, socorro!» – destinado a despertar as consciências e a desencadear na França uma verdadeira «insurreição da bondade». 
O evento, por iniciativa do movimento Emaús (organização caritativa fundada pelo mesmo religioso, falecido em 2007 com 94 anos), foi recordado em mais de quarenta cidades francesas. Na capital, foi realizada uma manifestação nos jardins do Palácio Real. O jornal «la Croix» de 1-2 de Fevereiro dedicou-lhe a primeira página e um dossier nas páginas internas. E, no site do episcopado francês, o apelo do inverno de 1954 foi recordado pelo arcebispo de Rouen, D. Jean-Charles Descubes, que era então adolescente e disse que permaneceu «profundamente marcado» pelas palavras do abbé Pierre, que naquela época foram capazes de iniciar uma «mobilização» geral na qual participaram adultos e jovens. «Foi uma das primeiras vezes que se chamava a atenção para um importante fenómeno social, a falta de casas, o problema dos desabrigados», disse o prelado, que hoje compara a figura do abbé Pierre com a personalidade do Papa Francisco.
O texto do apelo de 1 de Fevereiro de 1954
Meus amigos, socorro! Uma mulher faleceu de frio às 3h00 da madrugada, na calçada da rua Sebastopoli. Entre as mãos um bilhete com o qual tinha sido despejada anteontem. Todas as noites há mais de dois mil pobres nas nossas calçadas que sofrem o frio, morrem por falta de alimento, de pão, de casa. Alguns estão quase nus. Escutai-me. Em três horas criaram-se os dois primeiros centros de socorro: um sob uma tenda, aos pés do Panteão, na rua Montagne Sainte-Geneviève, o outro em Courbevoie. Estão superlotados. É preciso que nesta madrugada, em cada cidade da França, em todos os bairros de Paris, se abram centros de socorro, nos quais esta pobre gente possa encontrar cobertores, palha, sopa e um sorriso de pessoas amigas. Na porta, à luz de uma lâmpada, pendure-se um cartaz com as palavras «Centro fraterno de socorro», sob o qual se possam ler estas simples palavras: «Se sofres, quem quer que sejas, entra, come, dorme, reencontra a esperança, aqui tu és amado». Os boletins metereológicos anunciam um mês terrível de gelo. Enquanto o inverno não terminar, enquanto existirem centros, diante dos seus irmãos que morrem em pobreza, toda a humanidade deveria ter uma única vontade: impedir esta situação. Suplico-vos, fazei com que vos ameis uns aos outros para poder realizar isto agora. Deste sofrimento, deixai que nos seja oferecida uma coisa maravilhosa: o espírito de partilha da França. Obrigado! Cada um pode ajudar estes desabrigados. Para esta noite, o mais tardar para amanhã, precisamos de cinco mil cobertores, trezentas tendas militares grandes, duzentas estufas catalíticas. Fazei com que chegue rapidamente tudo isto ao Hôtel Rochester, rua Le Boétie, número 92. O rendez-vous para os voluntários e os autocarros para os levar: hoje à noite às 11h00, em frente da tenda da rua Montagne Sainte-Geneviève. Obrigado a vós, em Paris esta noite nenhum homem, nenhuma criança dormirá no chão ou nos bancos. Obrigado.
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domingo, 2 de fevereiro de 2014
No Angelus, Papa destaca importância da vida consagrada


Cada consagrado é um dom para o povo de Deus; a Igreja precisa desse testemunho de amor e da misericórdia de Deus. Assim disse o Papa Francisco no Angelus deste domingo, 2, Dia Mundial da Vida Consagrada.

Após celebrar a Missa, Francisco se uniu aos fiéis para a oração mariana. Ele destacou a importância para a Igreja dos que acolheram o chamado à vida consagrada e recordou o exemplo de Maria e José, que levaram Jesus ao templo para oferecê-lo e consagrá-lo a Deus, um gesto de doação da própria vida.
“Esta oferta de si mesmo a Deus diz respeito a cada cristão, porque todos somos consagrados a Ele mediante o Batismo”, disse. Porém, ele ressaltou que essa consagração é vivida de modo especial por religiosos, monges, leigos consagrados, que com seus votos pertencem a Deus de modo pleno e exclusivo.
Francisco falou dos consagrados como um dom de Deus, um sinal de Deus nos diversos ambientes da vida, fermento para o crescimento de uma sociedade mais justa e fraterna. Segundo ele, há muita necessidade dessas presenças consagradas, que reforçam e renovam o compromisso com a difusão do Evangelho, da educação cristã e da caridade.
Recordando que 2015 será o ano dedicado à Vida Consagrada, o Papa pediu, desde já orações, por esta iniciativa.

Fonte: Radio Vaticano
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Apresentação de Jesus no Templo é a festa do encontro de Jesus com o seu povo, de jovens com idosos, da observância com a profecia


Neste domingo, 2 de fevereiro, na basílica de São Pedro, o Papa Francisco celebra a Eucaristia da Festa da Apresentação do Senhor, que é também, desde 1997, o Dia dedicado à vida consagrada. A celebração pode ser seguida em direto, com video, neste mesmo site.

Na homilia o Santo Padre recordou que esta Festa “é chamada também a festa do encontro: o encontro entre Jesus e o seu povo”, mas “também um encontro no interior da história do povo, um encontro entre jovens e idosos: os jovens eram Maria e José, com o seu recém-nascido; os idosos eram Simeão e Ana”.
O Papa fez notar que, neste episódio, o Evangelho sublinha que Maria e José tinham a peito cumprir tudo o que era prescrito pela Lei do Senhor.
“Não é um facto exterior, não é para tranquilizar a consciência, não! É um desejo forte, profundo, cheio de alegria interior. Como diz o Salmo: “A minha alegria está na via dos teus ensinamentos… A tua lei é a minha delícia”.
Por sua vez, dos idosos Simeão e Ana o Evangelho sublinha que “eram guiados pelo Espírito Santo”. São dois velhos cheios de vida, animados pelo Espírito, dóceis à sua ação, sensíveis aos seus apelos…”Neste encontro entre a sagrada Família e estes dois representantes do povo santo de Deus, é Jesus que está no centro. “É Ele que tudo move, que atrai uns e outros ao Templo, que é a casa do seu Pai”.
“É um encontro entre os jovens cheios de alegria a observar a Lei do Senhor e os idosos cheios de alegria pela ação do Espírito Santo. É um singular encontro entre observância e profecia, onde os jovens são os observantes e os idosos são os proféticos!”
Na verdade – observou ainda o Papa – reparando bem, a observância da Lei é animada pelo mesmo Espírito, e a profecia atua no caminho traçado pela Lei. Mais do que ninguém Maria está cheia do Espírito Santo.
“Caros irmãos e irmãs, à luz desta cena evangélica, encaremos a vida consagrada como um encontro com Cristo: é Ele que vem até nós, trazido por Maria e José, e somos nós que vamos ter com Ele, guiados pelo Espírito Santo. Mas é Ele que está no centro.”
“É Ele que tudo move – insistiu o Papa. É Ele que nos atrai ao Templo, à Igreja, onde O podemos encontrar, reconhecer, acolher, abraçar”.
“E também na vida consagrada se vive o encontro entre jovens e idosos, entre observância e profecia. Deixemos de as ver como duas realidades contrapostas! Deixemos que o Espírito as anima a ambas.”
E o sinal disto mesmo é a alegria: “a alegria de caminhar numa regra de vida; e a alegria de sermos guiados pelo Espírito, nunca rígidos, nunca fechados, sempre abertos à voz de Deus que fala, que abre, que conduz”.
“Faz bem aos idosos comunicar aos jovens a sabedoria; e faz bem aos jovens recolher este património de experiência e de sabedoria, e levá-lo para a frente, a bem das respectivas famílias religiosas e de toda a Igreja”.
Que a graça deste mistério do encontro nos ilumine e conforte no nosso caminho – conclui o Papa.

Fonte: Radio Vaticano
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Papa Francisco aos consagrados: Sejam abertos à voz de Deus que fala, abre e conduz


O Papa Francisco presidiu a celebração eucarística na Basílica de São Pedro, neste domingo, 2 de fevereiro, Festa da Apresentação do Senhor, e 18° Dia Mundial da Vida Consagrada.
Em sua homilia, o pontífice sublinhou que "a Festa da Apresentação de Jesus no Templo é chamada também 'a festa do encontro': o encontro entre Jesus e o seu povo; quando Maria e José levaram o seu filho ao Templo de Jerusalém, realizou-se o primeiro encontro entre Jesus e o seu povo, representado pelos dois anciãos, Simeão e Ana".
"Aquele foi também um encontro dentro da história do povo, um encontro entre os jovens e os idosos: os jovens eram Maria e José com o seu recém-nascido e os anciãos eram Simeão e Ana, dois personagens que sempre frequentavam o Templo", frisou o Santo Padre.
O evangelista Lucas, sobre Nossa Senhora e São José, repete por quatro vezes que eles queriam fazer aquilo que era prescrito pela Lei do Senhor. "Percebe-se que os pais de Jesus têm a alegria de observar os preceitos de Deus, a alegria de caminhar na Lei do Senhor! São dois esposos novos, recém tiveram a criança e estão animados pelo desejo de cumprir aquilo que está prescrito. Não é um fato exterior, não é para sentir-se com o dever cumprido, não! É um desejo forte, profundo, cheio de alegria. É aquilo que diz o Salmo: 'Na observância dos teus ensinamentos eu me alegro... A vossa lei é a minha delícia'".
Sobre os anciãos, São Lucas diz "que eram guiados pelo Espírito Santo. De Simeão, afirma que era um homem justo e piedoso, que esperava a consolação de Israel, e que o 'o Espírito Santo estava n'ele'; disse que 'o Espírito Santo o havia revelado que não morreria sem antes ver o Cristo, o Messias; e enfim que se dirigiu ao Templo "impelido pelo Espírito Santo'. De Ana, diz que era uma 'profetiza', isto é, inspirada por Deus; e que estava sempre no Templo 'servindo a Deus com jejuns e orações'. Estes dois anciãos são cheios de vida! São cheios de vida porque animados pelo Espírito Santo, dóceis à sua ação, sensíveis aos seus chamados."
"Eis o encontro entre a Sagrada Família e estes dois representantes do povo santo de Deus. No centro está Jesus. É Ele que move tudo, que os atrai ao Templo, casa de seu Pai."
O Papa Francisco destacou que este "é um encontro entre os jovens cheios de alegria em observar a Lei do Senhor e os anciãos cheios de alegria pela ação do Espírito Santo. É um singular encontro entre observância e profecia, onde os jovens são os observantes e os anciãos são os proféticos! Na realidade, se refletirmos bem, a observância da Lei é animada pelo mesmo Espírito, e a profecia se cumpre no caminho indicado pela Lei. Quem mais do que Maria é cheia do Espírito Santo? Quem mais do que ela é dócil à sua ação?"
À luz desta passagem do Evangelho, o Santo Padre convidou a olhar "para vida consagrada como a um encontro com Cristo, pois Ele vem até nós, trazido por Maria e José, e nós vamos em direção a Ele, guiados pelo Espírito Santo. Mas no centro está Ele. Ele move tudo, Ele nos atrai ao Templo, à Igreja, onde podemos encontrá-lo, reconhecê-lo, acolhê-lo e abraçá-lo".
"Jesus vem ao nosso encontro na Igreja através do carisma de fundação de um Instituto: é bonito pensar assim à nossa vocação! O nosso encontro com Cristo tomou a sua forma na Igreja mediante o carisma de uma testemunha sua. Isto sempre nos surpreende e nos faz dar graças", disse ainda Francisco.
"Na vida consagrada também se vive o encontro entre os jovens e os anciãos, entre a observância e a profecia. Não vemos isto como duas realidades contrapostas! Deixamos que o Espírito Santo as anime e o sinal disso é a alegria: a alegria de observar, de caminhar numa regra de vida; e a alegria de ser guiados pelo Espírito, nunca rígidos, nunca fechados, mas sempre abertos à voz de Deus que fala, que abre e conduz."
O Papa disse ainda que "faz bem aos anciãos comunicar a sabedoria aos jovens; e faz bem aos jovens acolher este patrimônio de experiência e de sabedoria e levá-lo adiante, para o bem das respectivas famílias religiosas e de toda a Igreja".
"Que a graça deste mistério, o mistério do encontro, nos ilumine e nos conforte em nosso caminho", concluiu Francisco.
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Mensagem para a Quaresma será apresentada na próxima semana


Será apresentada, na manhã da próxima terça-feira, 4, na Sala de Imprensa da Santa Sé, a Mensagem do Papa para a Quaresma 2014, que terá como tema: “De rico que era, tornou-se pobre por causa de vós, para que vos torneis ricos, por sua pobreza” (Cf. 2Cor 8,9).
A mensagem papal será apresentada pelo Cardeal Robert Sarah, Presidente do Pontifício Conselho Cor Unum, acompanhado pelo Secretário e o vice-Secretário do mesmo organismo vaticano, e por um casal de missionários no Haiti, Davi Dotta e Ana Zumbo.
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Homilia do Papa no Dia Mundial da Vida Consagrada – 02/02/14


HOMILIA
Festa da Apresentação do Senhor
Dia Mundial da Vida Consagrada
Basílica Vaticana
Domingo, 2 de fevereiro de 2014
Boletim da Santa Sé
A festa da Apresentação de Jesus ao Templo é chamada também de festa do encontro: na liturgia, no início se diz que Jesus vai ao encontro do seu Povo, é o encontro entre Jesus e o seu povo; quando Maria e José levaram o seu menino ao Templo de Jerusalém, acontece o primeiro encontro entre Jesus e o seu povo, representado pelos dois anciãos Simeão e Ana.
Aquele foi também um encontro dentro da história do povo, um encontro entre os jovens e os idosos; os jovens eram Maria e José, com o seu recém-nascido; e os idosos eram Simeão e Ana, dois personagens que frequentavam sempre o Templo.
Observemos o que o evangelista Lucas diz deles, como os descreve. De Nossa Senhora e de São José, repete quatro vezes que queriam fazer aquilo que estava prescrito na Lei do Senhor (cfr Lc 2,22.23.24.27). Percebe-se que os pais de Jesus têm a alegria de observar os preceitos de Deus, sim, a alegria de caminhar na Lei do Senhor! São dois esposos novos, recém tiveram a criança e estão animados pelo desejo de cumprir aquilo que está prescrito. Não é um fato exterior, não é para sentir-se com o dever cumprido, não! É um desejo forte, profundo, cheio de alegria. É aquilo que diz o Salmo: “Na observância dos teus ensinamentos eu me alegro… A vossa lei é a minha delícia” (119,14.77).
E o que São Lucas diz dos idosos? Destaca mais de uma vez que eram guiados pelo Espírito Santo. De Simeão afirma que era um homem justo e religioso, que esperava a consolação de Israel, e que “o Espírito Santo estava sobre ele” (2, 25); diz que “o Espírito Santo lhe havia anunciado” que antes de morrer iria ver o Cristo, o Messias (v. 26); e enfim que se dirigiu ao Templo “movido pelo Espírito” (v. 27). De Ana, depois, diz que era uma “profetisa” (v. 36), isso é, inspirada por Deus; e que estava sempre no Templo “servindo Deus com jejum e oração” (v. 37). Em suma, estes dois anciãos são cheios de vida! São cheios de vida porque animados pelo Espírito Santo, dóceis à sua ação, sensíveis aos seus chamados…
E então o encontro entre a Sagrada Família e estes dois representantes do povo santo de Deus. No centro está Jesus. É Ele que move tudo, que atrai uns e outros ao Templo, que é a casa de seu Pai.
É um encontro entre os jovens cheios de alegria no observar a Lei do Senhor e os idosos cheios de alegria pela ação do Espírito Santo. É um singular encontro entre a observância e a profecia, onde os jovens são os observadores e os idosos são os proféticos! Na realidade, se refletimos bem, a observância da Lei é animada pelo mesmo Espírito e a profecia se move no caminho traçado pela Lei. Quem mais que Maria é cheia do Espírito Santo? Quem mais que ela é dócil à sua ação?
À luz desta cena evangélica olhamos à vida consagrada como a um encontro com Cristo: é Ele que vem a nós, trazido por Maria e José, e somos nós que vamos a Ele, guiados pelo Espírito Santo. Mas no centro está Ele. Ele move tudo, Ele nos atrai ao Templo, à Igreja, onde podemos encontrá-Lo, reconhecê-Lo, acolhê-Lo, abraçá-Lo.
Jesus vem ao nosso encontro na Igreja através do carisma fundacional de um Instituto: é belo pensar assim na nossa vocação! O nosso encontro com Cristo tomou a sua forma na Igreja mediante o carisma de um seu testemunho, de uma sua testemunha. Isto sempre nos surpreende e nos faz dar graças.
E também na vida consagrada se vive o encontro entre os jovens e os idosos, entre a observância e a profecia. Não os vejamos como duas realidades opostas! Deixemos, em vez disso, que o Espírito Santo anime ambos, e o sinal disto é a alegria: a alegria de observar, de caminhar em uma regra de vida; e a alegria de ser guiados pelo Espírito, nunca rígidos, nunca fechados, sempre abertos à voz de Deus que fala, que abre, que conduz, que nos convida a seguir para o verdadeiro horizonte.
Faz bem aos idosos comunicar a sabedoria aos jovens; e faz bem aos jovens acolher este patrimônio de experiência e de sabedoria, e levá-lo adiante, não para protegê-lo em um saco, mas para levá-lo adiante enfrentando os desafios que a vida nos apresenta, levando adiante pelo bem das respectivas famílias religiosas e de toda a Igreja.
A graça deste mistério, o mistério do encontro, ilumine-nos e nos conforte no nosso caminho. Amém.
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Papa faz apelo pela vida: “acolhê-la, amá-la e respeitá-la”


Após rezar o Angelus neste domingo, 2, Papa Francisco deixou aos fiéis um apelo em prol da vida. Na Itália, é celebrado hoje o Dia pela Vida, ocasião que o Santo Padre aproveitou para pedir que esse dom seja respeito, amado, acolhido e promovido.
Francisco encorajou movimentos, associações e centros culturais empenhados na defesa e promoção da vida. Ele se uniu aos bispos italianos para confirmar que cada filho é uma face de Deus que ama a vida, presente para a família e a sociedade.
“Cada um, no próprio papel e no próprio âmbito, sinta-se chamado a amar e servir a vida, a acolhê-la, respeitá-la e promovê-la, especialmente quando ela é frágil e necessitada de atenções e cuidados, do ventre materno até o seu fim nesta terra”.
Antes de se despedir dos fiéis, o Papa dirigiu seu pensamento às vítimas das chuvas em Roma e Toscana. O tempo ruim tem causado alagamentos e inundações. “Não falte a esses nossos irmãos que estão na provação a nossa solidariedade concreta, a nossa oração. Estou próximo a vocês”, disse.

Fonte: Canção Nova
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Papa celebra no Dia da Vida Consagrada: “Jesus no centro”


Neste domingo, 2, Papa Francisco celebrou a Santa Missa na Basílica Vaticana por ocasião da Festa da Apresentação do Senhor. Desde 1997, a data também é dedicada ao Dia Mundial da Vida Consagrada.

Francisco destacou que a festa da Apresentação de Jesus no Templo é também chamada de festa do encontro, pois marca o encontro de Jesus e o seu povo. Um encontro entre jovens – Maria e José – e idosos – Simeão e Ana, entre a Sagrada Família e estes dois representantes do povo santo de Deus. E no centro desse encontro está Jesus.
“É um encontro entre os jovens cheios de alegria no observar a Lei do Senhor e os idosos cheios de alegria pela ação do Espírito Santo. É um singular encontro entre observância e profecia, onde os jovens são os observadores e os idosos os proféticos!”.
À luz desse encontro, disse o Papa, olha-se para a vida consagrada como um encontro com Cristo através do carisma. Também na vida consagrada, segundo ele, vive-se esse encontro entre jovens e idosos, entre observância e profecia. “A alegria de ser guiado pelo Espírito, nunca rígidos, nunca fechados, mas sempre abertos à voz de Deus, que fala, que abre, que conduz, que nos convida a seguir o verdadeiro horizonte”.
O Santo Padre destacou que faz bem aos idosos comunicar a sabedoria aos jovens, da mesma forma que faz bem aos jovens acolher este patrimônio de experiência e sabedoria. Isso para levar essa sabedoria adiante, para o bem das famílias religiosas e de toda a Igreja.
“A graça deste mistério, o mistério do encontro, ilumine-nos e nos conforte no nosso caminho”, concluiu.
Fonte: Canção Nova
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sábado, 1 de fevereiro de 2014
Audiência à Comunidade do Caminho Neocatecumenal


O Santo Padre recebeu em audiência, na Sala Paulo VI, no Vaticano, no final da manhã deste sábado, cerca de oito mil membros da Comunidade do Caminho Neocatecumenal.
Em seu discurso, o Papa cumprimentou a equipe internacional, responsável pelo Caminho Neocatecumenal, os sacerdotes, os seminaristas, os catequistas e as inúmeras crianças, “dando graças a Deus pela alegria da fé e o ardor do testemunho cristão dado pela numerosa Comunidade”.
A seguir, o Pontífice dirigiu uma saudação toda especial “às 75 famílias que serão enviadas, às diversas partes do mundo, para anunciar e testemunhar o Evangelho, e as agradeceu pela generosidade e por tudo o que fazem na Igreja e no mundo”.
Toda “Missão entre os Povos” (Missio ad Gentes), é composta de quatro famílias com seus filhos, geralmente famílias numerosas, um sacerdote, um seminarista e duas mulheres solteiras, num total de 20 ou 30 pessoas, que deixam seus trabalhos, sua casa e parentes para se dedicar à missão no mundo. Atualmente, cerca de 230 famílias estão presentes em 52 cidades.
Assim, precisamente em nome da Igreja, nossa Mãe, o Bispo de Roma fez algumas “recomendações às 75 famílias” que estão para partir em missão:
“A primeira é ter o máximo cuidado em edificar e manter a comunhão no seio das Igrejas particulares, onde irão atuar. O Caminho Neocatecumenal tem seu carisma e dinâmica próprios, um dom que, como todos os dons do Espírito, tem uma profunda dimensão eclesial: pôr-se à escuta da vida das Igrejas, valorizando suas riquezas, sofrendo pelas suas fraquezas e caminhando juntos, como único rebanho, sob a guia dos Pastores das Igrejas locais”.
A comunhão, frisou o Papa, é essencial. Por isso, é preciso assegurar a unidade entre os irmãos, que formam a única comunidade eclesial, da qual os enviados devem sempre tomar parte. Depois, fez uma “segunda recomendação” às famílias que serão enviadas em missão:
“Onde quer que estejam, saibam que o Espírito de Deus chega sempre antes. Mesmo nos lugares mais distantes, nas culturas mais diferentes, Deus planta sempre a semente do seu Verbo. Daqui brota a necessidade de fazer atenção ao contexto cultural, no qual atuam. Muitas vezes, são ambientes bem diferentes dos próprios: é preciso aprender a língua local, às vezes difícil, e adaptar-se à cultura. Trata-se de um esforço que é imprescindível”.
Enfim, o Papa Francisco exortou as famílias missionárias a conviver com amor. O próprio itinerário do Caminho Neocatecumenal é exigente neste sentido. Em tal caso, o exercício da paciência e da misericórdia, por parte da comunidade, é sinal de maturidade na fé e de liberdade.
Por isso, o Pontífice concluiu seu discurso, encorajando e exortando as famílias, que partirão em missão, a levar, sobretudo nos ambientes menos cristãos e nas periferias do mundo, o Evangelho de Jesus Cristo:
“Evangelizem com amor, levando a todos o amor de Deus. Digam aos que encontrarão em seu caminho missionário, que Deus ama o homem, como ele é, com suas limitações, erros e pecados. Sejam mensageiros e testemunhas da infinita bondade e inesgotável misericórdia do Pai”.
Por fim, o Bispo de Roma confiou todas as famílias em missão à proteção da Virgem Maria, para que inspire e sustente sempre seu apostolado. Na escola de Maria, nossa terna Mãe, vocês serão missionários zelosos e jubilosos!
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