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Mostrando postagens com marcador Reflexões. Mostrar todas as postagens
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domingo, 9 de fevereiro de 2014
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Numa época em que um sorvete custava muito menos do que hoje, um menino de 10 anos entrou numa sorveteria e sentou-se a uma mesa. A garçonete veio atendê-lo:
- O que você deseja? – diz a garçonete.
- Quanto custa um sundae? - ele pergunta.
- São 50 centavos - responde a garçonete.
O menino puxou as moedas do bolso e começou a contá-las.
- Bem, quanto custa o sorvete simples? - ele pergunta.
A essa altura, pessoas estavam esperando por mesas, outros clientes aguardando seus pedidos, e a garçonete, perdendo a paciência...
- 35 centavos - respondeu ela, de maneira brusca.
O menino, mais uma vez, contou as moedas e disse:
- Então, eu vou querer um sorvete simples de morango.

A garçonete trouxe o sorvete simples e a conta. Colocou-os na mesa e saiu.
O menino terminou de tomar o sorvete, foi ao caixa, pagou a conta e saiu, acenando com um sorriso para a garçonete.
Quando a garçonete voltou para limpar a mesa do garoto, notou, ao lado do prato, 15 centavos em moedas. A garçonete começou a chorar copiosamente. O menino não pediu o sundae porque ele queria que lhe sobrasse moedas para a gorjeta da garçonete.

Moral da história: Não feche os olhos paras as pequenas coisas do dia a dia, não as ignore, porque você pode estar deixando uma grande oportunidade passar sem perceber e esta oportunidade pode ser aquela que justamente iria mudar a sua vida.

(Autor desconhecido)
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domingo, 2 de fevereiro de 2014
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Alejandro Bullón, no livro “A Sós Com Jesus”, faz uma bela reflexão, mais ou menos assim:

Disse o profeta Isaías que “aqueles que contam com o Senhor renovam suas forças; dá-lhes asas de águia. Correm sem se cansar, vão para frente sem se fatigar” (Is 40,31).

Por que será que o Profeta se espelha na águia para falar da força dos homens e mulheres que confiam em Deus?

É porque a águia é uma ave especial desde a sua origem. Um frango está pronto para ser vendido com três meses. Águias não, elas levam, como no caso da Águia Real, até um ano para voarem sozinhas.

Os autênticos cristãos são como águias: podem levar tempo para amadurecer, aprofundar nos mistérios de Deus, e depois viver toda a vida no alto, segundo essas verdades colhidas sob o sol da penitência, da meditação e da oração.

Os pássaros de modo geral voam em bandos. Águias não, sempre estão sozinhas, no máximo em duas. Ficam lá no alto, olhando o azul infinito. E tem olhos inigualáveis; conseguem enxergar detalhes a longa distância. E quando querem tomar uma presa, dão um voo rasante inigualável.

Também para o cristão o poder vem do alto de onde ele enxerga bem todas as coisas com os olhos do Espírito Santo; e muitas vezes tem que ficar sozinho, rejeitado, por causa de seus princípios. Muitas vezes é considerado “careta”, fora de moda, obscurantista, isolado. Geralmente, as pessoas acham que o cristão anda na contramão da vida. É porque, como São João avisou, “o mundo jaz no maligno”. Os que voam alto não podem ser compreendidos pelos que vivem em baixo, porque não têm a visão do alto, de todas as coisas; só enxergam o rasteiro. E quando alguém não é compreendido é temido, então, criticado e condenado. É normal.

Você sabe aonde vão as águias quando a tormenta vem? Elas não se escondem. Ao contrário, abrem suas enormes e robustas asas, que podem voar a uma velocidade de até 90 km/h, e enfrentam a tormenta. Elas sabem que as nuvens escuras, a tempestade e os choques elétricos, podem ter uma extensão de 30 a 50 m, mas lá em cima brilha o sol.

Nessa luta terrível contra as tempestades elas perdem algumas penas, podem se ferir, mas não temem e seguem em frente.

Depois, enquanto todo mundo fica às escuras embaixo, elas voam vitoriosas e em paz, lá em cima, sob um sol a brilhar.

As águias também morrem, mas ninguém acha um cadáver de águia. Sabe por quê? Porque quando elas sentem que chegou a hora de partir, procuram o pico mais alto, tiram as últimas forças de seu cansado corpo e voam aos picos inatingíveis e aí esperam resignadamente o momento final. Até para morrer elas são extraordinárias.

Todos os dias temos desafios a enfrentar, mas lembre-se: descanse no Senhor, suba às alturas com Ele, e não tenha medo da tempestade, do isolamento e da crítica. Passe tempo com Ele e depois parta para a luta, sabendo que além daquela tormenta brilha o sol.
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sábado, 25 de janeiro de 2014
A VIAGEM


Dia desses, li um livro que comparava a vida a uma viagem de trem. Uma comparação extremamente interessante, quando bem interpretada. 

Interessante, porque nossa vida é como uma viagem de trem, cheia de embarques e desembarques, de pequenos acidentes pelo caminho, de surpresas agradáveis com alguns embarques e de tristezas com os desembarques...

Quando nascemos, ao embarcarmos nesse trem, encontramos duas pessoas que, acreditamos que farão conosco a viagem até o fim: nossos pais.

Não é verdade.

Infelizmente, em alguma estação, eles desembarcam, deixando-nos órfãos de seu carinho, proteção, amor e afeto. 

Mas isso não impede que, durante a viagem, embarquem pessoas interessantes que virão a ser especiais para nós: nossos irmãos, amigos e amores. 

Muitas pessoas tomam esse trem a passeio. Outras fazem a viagem experimentando somente tristezas. 

E no trem há, também, outras que passam de vagão em vagão, prontas para ajudar quem precisa. Muitos descem e deixam saudades eternas. 

Outros tantos viajam no trem de tal forma que, quando desocupam seus assentos, ninguém sequer percebe. 

Curioso é considerar que alguns passageiros que nos são tão caros acomodam-se em vagões diferentes do nosso. Isso nos obriga a fazer essa viagem separados deles. Mas isso não nos impede de, com grande dificuldade, atravessarmos nosso vagão e chegarmos até eles. O difícil é aceitarmos que não podemos sentar ao seu lado, pois outra pessoa estará ocupando esse lugar. 

Essa viagem é assim: cheia de atropelos, sonhos, fantasias, esperas, embarques e desembarques. Sabemos que esse trem jamais volta. 

Façamos essa viagem da melhor maneira possível, tentando manter um bom relacionamento com todos, procurando em cada um o que tem de melhor, lembrando sempre que, em algum momento do trajeto poderão fraquejar, e, provavelmente, precisaremos entender isso. 

Nós mesmos fraquejamos algumas vezes. E, certamente, alguém nos entenderá. 

O grande mistério é que não sabemos em qual parada desceremos.

E fico pensando: quando eu descer desse trem sentirei saudades? Sim.

Deixar meus filhos viajando sozinhos será muito triste. Separar-me dos amigos que nele fiz, do amor da minha vida, será para mim dolorido. Mas me agarro na esperança de que, em algum momento, estarei na estação principal, e terei a emoção de vê-los chegar com sua bagagem, que não tinham quando embarcaram. 

E o que me deixará feliz é saber que, de alguma forma, eu colaborei para que essa bagagem tenha crescido e se tornado valiosa. 

Agora, nesse momento, o trem diminui sua velocidade para que embarquem e desembarquem pessoas. 

Minha expectativa aumenta, à medida que o trem vai diminuindo sua velocidade... 

Quem entrará? Quem sairá?

Eu gostaria que você pensasse no desembarque do trem, não só como a representação da morte, mas, também, como o término de uma história, 
de algo que duas ou mais pessoas construíram e que, por um motivo ínfimo, deixaram desmoronar. 
Fico feliz em perceber que certas pessoas como nós, têm a capacidade de reconstruir para recomeçar. 

Isso é sinal de garra e de luta, é saber viver, é tirar o melhor de "todos os passageiros". 

Agradeço muito por você fazer parte da minha viagem, e por mais que nossos assentos não estejam lado a lado, com certeza, o vagão é o mesmo.


Prof: Felipe Aquino 
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sexta-feira, 24 de janeiro de 2014
Reflexão Espiritual, da «Introdução à Vida Devota», de São Francisco de Sales: "A devoção deve ser praticada de diversos modos"


Na criação Deus ordenou às plantas que produzissem os seus frutos, cada qual segundo a sua 

espécie; do mesmo modo ordena Ele aos cristãos, que são as plantas vivas da sua Igreja, que 

produzam frutos de devoção, cada qual segundo a sua qualidade, o seu estado e a sua 

vocação.

A devoção deve ser exercida de maneira diferente pelo fidalgo e pelo operário, pelo criado e 

pelo príncipe, pela viúva, a solteira ou a mulher casada; e não somente isto: é necessário 

acomodar o exercício da devoção às forças, aos trabalhos e aos deveres de cada pessoa em 

particular.

Pergunto-vos, Filoteu, se estaria certo que um bispo quisesse viver na solidão como os 

Cartuxos; que os casados não quisessem amealhar mais que os Capuchinhos; que o operário 

passasse o dia na Igreja como o religioso; e que o religioso estivesse sempre sujeito a toda a 

espécie de encontros para serviço do próximo como o bispo. Não seria ridícula, desordenada e 

inadmissível tal devoção?
Contudo este erro acontece frequentemente. E no entanto, Filoteu, a devoção não prejudica 

ninguém quando é verdadeira, antes tudo aperfeiçoa e consuma; e quando se torna contrária 

à legítima ocupação de alguém, é sem dúvida falsa. 


Simone Camaldolese. Corale 541, 1385-1390. Museo Civico Medievale, Bologna, Italia.
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sábado, 18 de janeiro de 2014
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Queremos servir a Deus com mais amor e perfeição? Lembremo-nos de seu olhar sobre nós dia e noite.
Teresita Morazzani Arráiz
Quando contemplamos, num belo anoitecer de verão, a abóbada celeste, percebemos miríades de estrelas que aos poucos vão se acendendo aqui, lá e acolá. Na verdade, além das que vemos, existem milhões e milhões de outras que só com a ajuda de boas lunetas conseguiríamos ver. E ainda resta um número quase incontável que nem sequer a ciência, com todos os seus recursos, logrou ainda observar.

Pois bem, mesmo sendo o universo tão imenso a ponto de nos parecer sem limites, há um Ser superior a isso tudo, que tudo criou, tudo governa e tudo vê: Deus infinito. Ele está presente em tudo, não há lugar onde Ele não possa estar, como diz o Salmista: "Tu me envolves por todo lado e sobre mim colocas a tua mão. Onde eu poderia ocultar-me do teu Espírito? Para onde poderia fugir da tua presença? Se subir até os céus, Tu lá estás; se descer ao mundo dos mortos, ali Te encontras" (Sl 138, 5.7-8). Também lemos nos Atos dos Apóstolos que em Deus "vivemos, nos movemos e existimos (At 17, 28).
O modo de Deus estar presente na criação
Ensina-nos o grande São Tomás de Aquino que existem três modos de Deus estar presente na obra da Criação. Primeiro, por potência, influxo ou poder, pois tudo está submetido a seu domínio; se Ele "cochilasse" um instante, tudo voltaria ao nada. Segundo, por presença, visão ou conhecimento, pois tudo está patente e como que descoberto a seus olhos; nada Lhe escapa, nem sequer os mais ocultos pensamentos.
Terceiro, por essência ou substância, pois Ele está em tudo, como causa de seu ser. Falando em termos mais específicos, existem outras presenças de Deus, como a inabitação na alma do justo, realizada através da graça. Também a presença pessoal ou hipostática, única e exclusivamente de Cristo, pela qual sua humanidade adorável subsiste na própria pessoa do Verbo Divino. Por isso Ele é pessoalmente Deus, a Segunda Pessoa da Santíssima Trindade encarnada. Temos, ademais, a presença sacramental ou eucarística, na qual Jesus Cristo está realmente presente sob as espécies do pão e do vinho.
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"Estou habituado a encontrar
-me na presença de um Rei
muito maior..."
Há, por fim, a presença de visão ou manifestação, que é a do Céu. Deus está presente em toda parte, porém, não Se deixa ver em todo lugar, mas somente no Céu. Só na Visão Beatífica Ele Se manifesta face a face aos bem-aventurados.
Lembremo-nos dia e noite do olhar de Deus
Portanto, Deus está presente em toda parte e constantemente nos vê. Oh! quantos crimes seriam evitados, quantos problemas seriam resolvidos, quantas lágrimas seriam enxugadas, quantas aflições seriam suavizadas se a humanidade tivesse consciência do olhar de Deus sempre pousando sobre nós! "Deus está no Templo santo e no Céu tem o seu trono, volta os olhos para o mundo, seu olhar penetra os homens" (Sl 10, 4).
Estamos aflitos, necessitando de uma palavra de conforto e ânimo para superar algum obstáculo? Precisamos de um coração com o qual possamos nos abrir? Ou de um amigo a quem falar? Por que não recorrer ao melhor dos amigos, ao mais suave, compreensivo e cheio de compaixão, que é o próprio Deus? Ele nos conhece até o fundo e sabe tudo de que precisamos; seu Divino Coração arde em desejos de ajudar e consolar as almas abatidas e de aliviar as costas carregadas de fardos: "Vinde a Mim todos vós que estais cansados e oprimidos, que Eu hei de aliviar-vos" (Mt 11, 28). Queremos servir a Deus com mais amor e perfeição? Lembremo-nos de seu olhar dia e noite. Certa vez Santo Inácio de Loiola, vendo um de seus irmãos trabalhar de modo relaxado, perguntou-lhe: - Irmão, para quem trabalhas? - Para Deus - respondeu- lhe ele.
- Se me dissesses que trabalhas para um homem, eu compreenderia tua moleza, mas isso é imperdoável quando se trabalha para Deus.
São Francisco de Sales vivia tão compenetrado da presença de Deus que, estando sozinho ou em sociedade, conservava um porte digno, modesto e grave. Costumava dizer que não sentia constrangimento algum na frente de reis ou príncipes, pois estava habituado a encontrar-se na presença de um Rei muito maior que lhe inspirava respeito.
A oração torna a vida mais leve, suave e amena
A oração freqüente é um meio eficaz para nos recordar a presença de Deus. É tão fácil - durante nossos afazeres, no trabalho, na escola ou em casa, andando pela rua, dirigindo no trânsito ou já deitado para o descanso - fazer uma prece, uma jaculatória que seja, a Deus, ao Sagrado Coração de Jesus e oferecer- Lhe os problemas, pedir- Lhe ajuda e proteção! Caro leitor, eu o convido a fazer isso diariamente, com amor e confiança, e você verá que aos poucos sua vida irá se tornando mais leve, suave e amena.
Diz Jesus no Evangelho: "Pedi e ser-vos-á dado; procurai e encontrareis; batei e hão de abrir-vos" (Lc 11, 9). Por que desprezamos essa promessa proferida por lábios divinos e que nos dá a garantia absoluta de sermos ouvidos? Poder-se-ia dizer que Nosso Senhor como que Se inclina do Céu sobre a terra, à espreita de que Lhe façamos pedidos, desde os mais simples até os mais ousados, para ter Ele a alegria de atender-nos e encher-nos de dons e graças.
O exemplo de dois santos
Davi encontrava força e consolo em pensar que o Senhor conhecia seus sofrimentos, e exclamava cheio de confiança: "Ainda que atravesse vales tenebrosos, de nenhum mal terei medo porque Tu estás comigo" (Sl 22, 4).
Efrém era um jovem que se entregara a todo tipo de vícios. Porém, reconhecendo seus desvios, arrependeu- se e retirou-se à solidão. Um dia veio até ele uma mulher de costumes pouco recomendáveis, para tentá- lo. O homem de Deus prometeu-lhe fazer tudo quanto ela quisesse, com a condição de que primeiro ela o seguisse. Mas a infeliz, vendo que o santo a conduzia a uma praça pública, disse-lhe que não teria coragem de dar-se em espetáculo. Respondeu-lhe Santo Efrém: "Tens vergonha de pecar diante dos homens e não te envergonhas de pecar diante de Deus que tudo vê e tudo conhece?!" Estas palavras tocaram profundamente a pecadora; ela mudou de conduta e levou até o fim de seus dias uma vida santa.
Deus nos fez herdeiros e merecedores do Céu
Havia antigamente na Alemanha o costume de pintar um "olho de Deus" nas igrejas, nas escolas ou nas casas, para lembrar ao povo que o olhar do Altíssimo nos acompanha a cada passo de nossa existência. Esse hábito salutar perdeu-se de todo e atualmente muitas pessoas vivem no esquecimento quase completo de Deus.
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Deus está sempre à nossa disposição
no Sacramento da Eucaristia,
esperando ser recebido por nós
Imaginemos um artista que esculpisse uma belíssima estátua e recebesse de um anjo o poder de infundir nessa sua obra a própria vida humana dele. A estátua começaria a mover-se e a conversar, teria desejos e apetências, as potências da alma desabrochariam nela e a veríamos dotada de personalidade, mentalidade, espírito. O escultor ficaria encantado e deitaria todo o seu amor e seu desvelo na educação desse seu "novo filho". Preocupar-se-ia com sua instrução, ele mesmo lhe daria aulas e faria dele um jovem perfeito e acabado.
Como deveriam ser a gratidão e a reciprocidade desse ser tão aquinhoado? Não é necessário dizer... Porém, um belo dia o pai nota que seu filho está diferente, algo nele mudou.
Aos poucos, ele foi deixando de ser aquele menino dócil, afável, carinhoso e desejoso de aprender; agora está revoltado, não quer mais saber de seu benfeitor, chega até a desprezá- lo e responder-lhe com rudeza; por fim, toma a atitude de não lhe dirigir mais a palavra e nem sequer olhá-lo. O pobre pai tenta atrair o jovem a si por meio de redobrado afeto e de apelos a seu amor de outrora, mas... em vão! Que ingratidão monstruosa! - diria alguém. Pois bem, esta metáfora nos dá apenas uma pálida idéia de nosso procedimento quando voltamos as costas para Deus, O rejeitamos, esquecemo- nos d'Ele e nem mesmo nos lembramos de que continuamente está Ele a nosso alcance, desejando nos favorecer e nos prodigalizar seu carinho e sua misericórdia infinita.
Ele escolheu-nos dentre uma multidão infinita de seres possíveis, tirou- nos do nada, deu-nos a vida, infundiu em nós uma alma racional dotada de inteligência, vontade e sensibilidade, encheu-nos de dons naturais e, como se tudo isso fosse pouco, nos deu o Batismo, fazendo-nos viver da própria vida d'Ele. Está sempre à nossa disposição no Sacramento da Eucaristia, esperando ser recebido por nós e nos beneficiar com seu convívio todo feito de doçura e suavidade.
E nós, como correspondemos a essa torrente infinita de bondade, a esse amor que O levou a entregar-Se e morrer crucificado como vil malfeitor para redimir-nos e nos fazer herdeiros e merecedores do Céu? "Oxalá ouvísseis hoje a sua voz: não endureçais os vossos corações" (Sl 94, 7-8). Voltemos nosso coração e toda a nossa vida para Aquele que Se voltou todo para nós e sua vida nos deu. Façamos d'Ele o centro de nossa existência e Ele, a rogos de sua e nossa misericordiosíssima Mãe, um dia nos acolherá na eterna bem-aventurança. 
(Revista Arautos do Evangelho, Julho/2007, n. 67, p. 36, 37 e 38)
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sábado, 11 de janeiro de 2014
Livro de Capa Preta




Deus Sabe

 Um senhor de 70 anos viajava de trem, tendo ao seu lado um jovem universitário, que lia o seu livro de ciências .
O senhor, por sua vez, lia um livro de capa preta. Foi quando o jovem percebeu que se tratava da Bíblia e estava aberta no livro de Marcos.
 Sem muita cerimônia o jovem interrompeu a leitura do velho e perguntou:
- O senhor ainda acredita neste livro cheio de fábulas e crendices?
- Sim, mas não é um livro de crendices. É a Palavra de Deus. Estou errado?
Respondeu o jovem:
- Mas é claro que está ! Creio que o senhor deveria estudar a Historia Universal. Veria que a Revolução Francesa, ocorrida há mais de 100 anos, mostrou a miopia da religião.
Somente pessoas sem cultura ainda crêem que Deus tenha criado o mundo em seis dias. O senhor deveria conhecer um pouco mais sobre o que os nossos cientistas pensam e dizem sobre tudo isso.
- É mesmo? Disse o senhor.                                - E o que pensam e dizem os                                   nossos cientistas sobre a Bíblia? 
- Bem, respondeu o universitário, como vou descer na  próxima estação, falta-me tempo agora, mas deixe o seu cartão que lhe enviarei o material pelo correio com a máxima urgência .

O velho então, cuidadosamente,                             abriu o bolso interno do paletó e deu o                     seu cartão ao universitário.                                                    
Quando o jovem leu o que estava escrito, saiu cabisbaixo sentindo-se pior que uma ameba.
No cartão estava escrito: Professor Doutor Louis Pasteur, Diretor Geral do Instituto de Pesquisas Cientificas da Universidade Nacional da França. 
“Um pouco de ciências nos afasta de Deus. Muito, nos aproxima“.
Fato verdadeiro, integrante da biografia ocorrido em 1892.
Que Deus abençoe imensamente
a sua vida, a sua família, o seu trabalho,
seus amigos, e todos aqueles que você
quer bem, afinal
Deus sabe de todas as coisas.

Autor: Desconhecido
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segunda-feira, 6 de janeiro de 2014
Uma luz em nosso caminho - Reflexão de Dom Orani


Dentro do tempo do Natal, uma bela festa que em outras culturas é celebrada com muita solenidade é a Epifania do Senhor. É festa da universalidade da salvação. Jesus nasceu para todos! 

O nome Jesus significa "Deus salva". O menino nascido da Virgem Maria é chamado "Jesus", "porque salvará o seu povo dos seus pecados" (Mt 1, 21); não existe debaixo do céu outro nome dado aos homens pelo qual possamos ser salvos"(At 4,12).

A Solenidade da Epifania é mistério de luz, indicada pela estrela que guiou a viagem dos Magos. Mas a verdadeira fonte luminosa, "que das alturas nos visita como sol nascente" (Lc 1,78), é Cristo. No mistério do Natal, a luz de Cristo irradia-se sobre a terra. Ele é a luz do mundo!

A Virgem Maria e José são iluminados pela presença divina do Menino Jesus. A luz do Redentor manifesta-se depois aos pastores de Belém, os quais, avisados pelo anjo, vão imediatamente à gruta e nela encontram o "sinal" que lhes fora preanunciado: um menino envolvido em panos e colocado numa manjedoura (cf. Lc 2,12).

Os pastores, juntamente com Maria e José, representam aquele "resto de Israel", os pobres, aos quais é anunciada a Boa Nova. O esplendor de Cristo, por fim, atinge os Magos, que constituem as primícias dos povos pagãos. 

Permanecem na penumbra os palácios do poder de Jerusalém, onde a notícia do nascimento do Messias é levada paradoxalmente pelos Magos, e não suscita alegria, mas temor e reações hostis. Misterioso desígnio divino: "a Luz veio ao mundo, e os homens preferiram as trevas à Luz, porque as suas obras eram más" (Jo 3,1).

Anunciar e manifestar Cristo ao mundo é o grande desafio para todos os batizados. Muitos ainda não conheceram a Cristo e a milhares de milhares Cristo ainda não foi manifestado. Assim como somos guiados pela luz de uma estrela que Deus coloca em nosso caminho, também somos chamados a refletir esta luz para tantos irmãos e irmãs que necessitam ter suas vidas iluminadas.

Celebramos, assim, a manifestação de Cristo aos Magos, acontecimento a que Mateus dá grande relevo (cf. Mt 2, 1-12). O Evangelista São Mateus narra no seu Evangelho que alguns "Magos" chegaram a Jerusalém guiados por uma "estrela".

O Rei Herodes permaneceu muito perturbado com a notícia e concebeu o trágico desígnio do "massacre dos inocentes" para eliminar o rival acabado de nascer.

Os Magos, ao contrário, confiaram nas Sagradas Escrituras, sobretudo na Profecia de Miquéias, segundo a qual o Messias teria nascido em Belém, a cidade de David, situada a cerca de dez quilômetros a sul de Jerusalém (cf. Mq 5, 1). Tendo partido naquela direção, viram de novo a estrela e, cheios de alegria, seguiram-na até quando ela parou sobre uma cabana.

Entraram e encontraram o Menino com Maria; prostraram-se diante d'Ele e, como homenagem à sua dignidade real, ofereceram-lhe ouro, incenso e mirra.

Esta narrativa real da Epifania é magnificamente importante porque neste fato é anunciado o chamado a todos os povos à fé em Cristo, segundo a promessa feita por Deus a Abraão, sobre a qual se refere o Livro do Gênesis: "Todas as famílias da Terra serão em ti abençoadas" (Gn 12, 3).

Portanto, se Maria, José e os pastores de Belém representam o povo de Israel que acolheu o Senhor, os Magos são as primícias das Nações, chamadas também elas a fazer parte da Igreja, novo povo de Deus, baseado unicamente na fé comum em Jesus, Filho de Deus. 

A Epifania de Cristo é ao mesmo tempo Epifania da Igreja, isto é, manifestação da sua vocação e missão universal, ou seja, católica.

A festa da Epifania nos convida a seguir o exemplo dos reis Magos, que, guiados pela estrela, seguiram à procura do Menino, Salvador da humanidade. Agora, Este mesmo Jesus está se revelando para cada um de nós.

O poder e a realeza de Deus estavam presentes no mundo através de uma criança aparentemente frágil, porém toda poderosa. E os reis Magos sabiam disso.

Hoje nós somos convidados a oferecer o que temos de mais precioso: a nossa fé para que Cristo seja testemunhado, vivido e manifestado ao mundo. 

Não tenhamos medo de abrir nossos corações para Cristo. Sejamos, portanto, discípulos-missionários a testemunhar Jesus Cristo, com a vida e nossa ação pastoral, no mundo em que vivemos.
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domingo, 5 de janeiro de 2014
Reflexão para a solenidade da Epifania do Senhor


Celebramos, nesta festa, a abertura do Reino de Deus para todos os povos, para todos aqueles que possuem sentimentos de paz, que buscam fazer o bem e evitar o mal. Deus acolhe em sua casa todos os homens de boa vontade. É o redimensionamento da História da Salvação, ou melhor, é a plenificação de seus objetivos.

No presépio eram os pastores judeus a adorarem o Menino Jesus, a verem cumpridas as profecias da vinda do Messias, agora, representando toda a Humanidade, temos os Magos adorando o Redentor de todos os homens.

A festa da Epifania mostra a saída dos judeus do protagonismo da Economia da Salvação e tomada de posse do novo povo de Deus, ou seja, de todos aqueles que aceitam o Menino Deus, o Príncipe da Paz, como o Cristo Redentor!

Na primeira leitura, extraída do Livro de Isaías, temos o anúncio da manifestação da glória do Senhor sobre Jerusalém e a consequente vinda para ela dos outros povos, para também serem iluminados pela luz divina.

Como segunda leitura, temos um trecho da Carta de Paulo aos Efésios. Lá ele nos diz que essa glória que ilumina Jerusalém e atrai para ela os demais povos é Jesus Cristo. Através d’Ele todos os povos “são admitidos à mesma herança, são membros do mesmo corpo, são associados à mesma promessa”.

Já no Evangelho São Mateus clarifica, com a vinda dos Magos, a atração dos povos pela luz que ilumina Jerusalém. E ela os conduz à casa da luz, à casa onde habita a Luz do Mundo, Jesus Cristo.

Paradoxalmente, São Mateus fala que os doutores da Lei, aqueles que deveriam possibilitar a Luz iluminar, não querem ser incomodados pela luz e preferem permanecer na escuridão.

Ao contrário, os magos, representando aqueles que não receberam a Revelação, como a receberam os judeus, usaram suas inteligências, cultura, todos os recursos que possuíam e intuíram o nascimento do Messias através do surgimento de uma estrela com um brilho extraordinário, a estrela guia. Por isso passaram a fazer parte do novo Povo de Deus, aceitando os ditames do Menino Deus, da aliança feita por Ele através do derramamento de seu sangue, e vivendo o amor, o perdão, a simplicidade de vida, a generosidade, entre outros valores.

Nas festas de Natal demonstramos nosso poder aquisitivo na compra de presentes e no preparo de uma ceia faustosa, contudo, a comida já foi para um lugar escuso e os presentes começaram a perder o seu valor e poderão ir parar nas mãos de quem não amamos. O tempo corrói! Mas as esmolas que demos, as visitas que fizemos, os moradores de rua que levamos para cear conosco, o tempo gasto com pessoas marginalizadas pela sociedade e também o tempo dedicado à oração foram contabilizados na economia da salvação, se transformaram em bens de eternidade, de acordo com os valores do Grande Rei, o Menino que nasceu no presépio e morreu na cruz, após lavar os pés de seus discípulos.

Como foi o nosso Natal? Como encaramos as exigências da revelação? Se temos dificuldades, peçamos a intercessão da Virgem Maria e de São José para mudarmos o nosso modo de pensar e de agir. Sabemos que o velho e viciado modo de pensar e de agir fala mais alto na hora das decisões. A salvação não virá dos poderosos, nem do dinheiro, nem da sociedade consumista. Será de um coração despojado, fraterno, pobre, que confia em Deus e n’Ele tem sua única riqueza que o Senhor se servirá para fazer o bem.

Como os Magos, desviemos nossa caminhada daquelas pessoas ou situações que nos afastam de Deus, que optam pelo Mal, que preferem o acomodamento à prática do bem.

A Igreja tem a missão de ser farol porque nela está a Luz Verdadeira. Como batizado faço parte da Igreja e a vela acesa que recebi logo após ter sido lavado no sangue de Jesus, me leva a manifestar a misericórdia de Deus a todos o homens, façam já parte da Igreja, ou ainda não.
Tenhamos a coragem de romper com os vícios do passado e vivamos a autenticidade do Evangelho. Permitamos que o Senhor faça sua Epifania através de nós, como a fez através de Teresa de Calcutá e de tantos homens e mulheres de todos os tempos. É preciso coragem! Coragem! Ele venceu o mundo!



Fonte: Rádio Vaticano 
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sexta-feira, 3 de janeiro de 2014
Reflexão Espiritual: “O duplo preceito da caridade”


Do Tratado sobre o Evangelho de São João, de Santo Agostinho, bispo 

Veio o Senhor, mestre da caridade, cheio de caridade, cumprir prontamente a palavra sobre a 
terra (cf. Rm 9,28 Vulg.), como dele foi anunciado, e sintetizou a lei e os profetas nos dois preceitos da caridade. Recordai comigo, irmãos, quais são esses dois preceitos. É preciso que os conheçais profundamente, de tal modo que não vos venham à mente só quando vo-los lembramos, mas os conserveis sempre bem gravados em vossos corações.

Recordai-vps em todo momento de que devemos amar a Deus e ao próximo: a Deus de todo o nosso coração, de toda a nossa alma, e de todo o nosso entendimento; e ao próximo como a nós mesmos (cf. Mt 22,37-39). O amor de Deus ocupa o primeiro lugar na ordem dos preceitos, mas o amor do próximo ocupa o primeiro lugar na ordem da execução.

Entretanto, tu que ainda não vês a Deus, merecerás vê-lo se amas o próximo; amando-o purificas teu olhar para veres a Deus, como afirma expressamente São João: Quem não ama o seu irmão, a quem vê, não poderá amar a Deus, a quem não vê (1Jo 4,20).

Começa, portanto, a amar o próximo. Reparte o pão com o faminto... Procedendo assim, o que alcançarás? Então brilhará a tua luz como a aurora (Is 58,8)... Amando o próximo e cuidando dele, vais percorrendo o teu caminho. E para onde caminhas senão para o Senhor Deus..? É certo que ainda não chegamos até junto do Senhor; mas já temos conosco o próximo. Ajuda, portanto, aquele que tens ao lado, enquanto caminhas neste mundo, e chegarás até junto daquele com quem desejas permanecer para sempre.

Pintura de J. Kirk Richards
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terça-feira, 31 de dezembro de 2013
Reflexão para o dia 31 de dezembro


Fim de ano! Na mente de muitas pessoas, a virada do ano significa jogar fora, se despedir de tudo aquilo que não foi bom, que causou frustração e sofrimento. Olha-se para o Ano Novo com muita esperança, com fascínio e por vezes até mesmo com um arzinho de presunção, como que dizendo: não importam a coisas que não deram certo, agora começaremos com o pé direito. Muitos até, cheios de crendices e supertições, procurarão realizar certos ritos de passagem de ano, ritos às vezes ridículos e sem sentido, como se o futuro, a felicidade dependesse desses gestos.

O homem atento e prudente jamais despreza o que não deu certo, mas após perguntar o porquê do erro, integra o resultado do que fez de modo errado e aí tira proveito disso. Aprende com o erro. Segundo São Paulo “Tudo colabora para o bem dos que são amados por Deus”! Portanto o final de ano deve ser marcado especialmente pela ação de graças a Deus por TUDO que nos possa ter acontecido. Para o filhos queridos de Deus só existe bom tempo, não no sentido de que tudo correu às mil maravilhas, mas no sentido de que tudo está integrado. 
O cristão é, por natureza, otimista. Para ele serve aquele canto da MPB que diz: “Reconhece a queda e não desanima, levanta, sacode a poeira e dá a volta por cima”!

Por outro lado, o cristão não precisa de nenhum gesto particularpara lhe dar sorte durante o ano que se inicia. Ele crê em Deus, crê em seu Amor, crê que Deus o criou por Amor e por amor a ele morreu numa cruz e ressuscitou. Crê que Deus é Todo-Poderoso, e por isso nenhum mal lhe poderá acontecer. Aos que se comportam de modo pagão, que creem em forças da natureza, que desconhecem serem filhos de Deus e terem em Maria a Mãe que vela – Nossa Senhora, como disse ao índio azteca sob o título de Guadalupe: Não sou eu tua mãe, não estou eu aqui com você?” Para que temer? “Se Deus é por nós, quem poderá ser contra nós”, dirá, por sua vez, São Paulo Apóstolo.

O cristão começa bem o ano rezando, celebrando a Eucaristia, programando repetir esses dois gestos durante todo o novo ano, programando ser caridoso, solidário e fraterno, sendo sinal do compromisso de Deus com o homens.

Que você, querida irmã, querido irmão, tenha uma boa passagem de ano, com saúde, na alegria e na paz, ao lado dos entes queridos e dos amigos mais próximos! Que a graça e a paz de Deus, nosso Pai, e de Jesus Cristo, nosso irmão, estejam com você por todos os dias de 2014! Boas Festas!


 Rádio Vaticano 
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